sábado, 15 de março de 2014

Consumindo um serviço de mapas no desktop

No post anterior abordamos o visualizador de metadados da INDE, nesse ambiente era possível identificar que diversos dados também estavam disponíveis como WMS (world map servise) ou serviço de mapas. WMS é uma especificação para publicação de mapas adotada pelo Open Geoespatial Consortium (OGC). É possível adicionar esses mapas como serviço e consumir em desktop, como por exemplo no ArcGIS. Nesse link o leitor encontrará mais informações sobre como fazer a conexão com um serviço de mapas no ArcGIS: http://help.arcgis.com/en/arcgisdesktop/10.0/help/index.html#//006m00000062000000.htm
O Instituto Pereira Passos, possui uma detalhada base de informações geográficas sobre o município do Rio de Janeiro e disponibiliza seus dados também como WMS. O usuário poderá acessar os dados no link: http://portalgeo.rio.rj.gov.br/amdados800.asp?gtema=15 na opção para desenvolvedores.

Dados do IPP visualizados em Desktop

terça-feira, 4 de março de 2014

Metadados no visualizador de dados da INDE

Vamos falar um pouco do visualizador de dados da INDE (Infraestrutura Nacional de Dados Espaciais) não é um tema novo, mas o foco é sempre orientado pela prática profissional ou acadêmica de cada um. Como foco principal desse post abordamos a visualização dos metadados (dados sobre os dados). Acesse o site em: http://www.visualizador.inde.gov.br/

Na atualidade é crescente o volume de dados geográficos a disposição, a boa utilização de dados requer uma adequada interpretação de metadados que deve antes de tudo considerar as necessidades de cada utilização da informação. De uma forma geral parece-me apropriado considerar a área do mapeamento, escala, projeção e datum, data dos produtos fonte que geraram o dado, a data da extração dessas informações na sua fonte e se existe uma periodicidade na produção desse dado.

Ao clicar sobre as camadas disponível, escolhemos os trechos rodoviários da base cartográfica do IBGE, abrirá uma janela na qual o leitor poderá ter acesso ao metadados, obter o link em WMS para utilizar como serviço de mapas em uma outra aplicação ou mesmo utilizar em um GIS desktop. Também é possível obter o dado em formato KML, CSV ou SHP.

Aqui um print de uma parte do metadados, consideramos informar ao leitor a ISO (19115) que referencia o metadado. Nessa ISO também estão descritos os processos de qualidade e apontadas as normas de referência.

Agradeço a fidelidade dos leitores que mesmo em períodos de poucas postagem não deixam de acessar o blog. 

domingo, 6 de outubro de 2013

Os benefícios da Inteligência Geográfica no dia a dia das organizações e pessoas

A inteligência Geográfica é a resposta a um problema de negócio sob a perspectiva da geografia. Muitos setores podem usufruir desses benefícios. As organizações que tem a perspectiva da gestão territorial (governos), empresas em que a expansão territorial de sua rede é uma questão chave (saneamento e telecomunicações). Isso sem falar na geolocalização que tem permitido análises locacionais precisas. São exemplos de setores nos quais a Inteligência Geográfica vem oferecendo seus benefícios.
Inteligência Geográfica se faz com dados geográficos atualizados, com um programa de atualização permanente, com precisão apropriada ao negócio em questão e consistentes. Também é necessário uma plataforma de análise de informações geográficas (Geographic Information System - GIS) que possa a partir dos dados apresentar as respostas, seja na linguagem de mapas, seja como um relatório. Não podemos reduzir o papel dos analistas e especialistas em Inteligência Geográfica, esses construírão toda a arquitetura e farão as perguntas apropriadas no contexto apropriado na plataforma integradora de dados e ferramentas de software. Obtendo respostas para os problemas de negócio.

   Mapa da cidade de Chicago disponibilizado na Internet
   
Integrando bases de dados de informações sócio demográficas (mapas do censo do IBGE) e de localização de equipamentos públicos (mapas de Pontos de Interesse), os sistemas de inteligência geográfica podem oferecer aos gestores públicos uma visão dos territórios mais carentes de serviços. Também podem dar a visão de onde estão os equipamentos mais qualificados para o atendimento à população e inclusive com quais vias estão conectados. Para que dessa forma a gestão pública possa aprimorar a oferta de transporte público para esses pontos. Esse é um exemplo de inteligência geográfica.
As empresas podem obter na inteligência geográfica um apoio importante para sua gestão logística. Através de mapas digitais de ruas, é possível planejar rotas, considerando a distância, a velocidade média das vias, tornando o guia de ruas em papel completamente obsoleto. Permitindo as empresas economia de combustível e reduzindo a emissão de poluentes.
Empresas de telecomunicações, saneamento ou energia elétrica se veem com frequência diante da necessidade de expansão de redes. A inteligência geográfica também apoia essas demandas. Ajudando a compreender as ondulações do terreno (fundamental para o saneamento), o dimensionamento das áreas, calculando distâncias, apontando as áreas mais populosas e carentes de serviços, enfim apoiando a expansão da infraestrutura para populações não atendidas ou atendidas de forma precária.
Cada vez mais os estudos locacionais apoiam as empresas de varejo na sua estratégia de expansão. Saber onde estão seus clientes, em quais bairros moram, onde trabalham é uma questão fundamental. O onde é uma questão chave para as empresas. As listagens de cadastro quando inseridas em um sistema de informações geográfica, dotado de um mapa de ruas é transformada em um mapa de pontos que permite essa visão. A localização de comércio e serviço próximo das pessoas tende a reduzir o tráfego de veículos, consequentemente o trânsito, a emissão de poluentes e o nível de stress das pessoas.

A inteligência geográfica é estratégica. A visão da geografia é a visão da busca do equilíbrio com a natureza, da busca do menor impacto ao meio ambiente.
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